

Da Redação
Desde o final da manhã deste domingo (13/12), manifestantes favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff concentraram-se na Avenida Paulista, região central da capital de São Paulo. Vários carros de som estiveram estacionados ao longo da via, que, aos domingos, tem o tráfego de veículos interrompido. Os participantes do ato vestiam camisas amarelas e adereços, como lenços faixas e pintura de rosto com as cores da bandeira nacional.
Para o líder do Movimento Vem Pra Rua, e um dos organizadores do protesto, Rogério Chequer, os atos de domingo são "o primeiro passo dessa nova fase da mobilização do povo". As manifestações deste domingo foram as primeiras que pedem a destituição de Dilma desde que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acatou o pedido de impeachment apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal.
Chequer admitiu que a manifestação foi menor do que outras ocorridas ao longo deste ano. "Houve muito pouco tempo de divulgação. É normal que um movimento com menos tempo de divulgação tenha menos gente. Não nos surpreende", ressaltou. Segundo o líder do Vem Pra Rua, a mobilização é importante para pressionar os parlamentares. "É preciso que esses deputados, já a partir de agora, se posicionem e mostrem a sua posição com relação ao impeachment."
Acompanhado da esposa e das duas filhas, de 7 e 5 anos, o administrador Eduardo Longo disse acreditar que o protesto é parte de um momento histórico. "A gente não aguenta mais este governo. Primeiro, a corrupção está enorme. Depois, as medidas econômicas, as pedaladas fiscais e uma série de subsídios para setores escolhidos. Coisas que não incentivam uma economia livre", reclamou.
Longo disse que não é entusiasta de um possível governo Michel Temer, mas considera a possibilidade de o vice-presidente assumir o cargo, caso ocorra o impeachment. "Como foi com o (ex-presidente e atual senador) Fernando Collor, lá atrás, o Itamar Franco foi um governo de transição. Ou seja, você saiu de um polo e foi para o outro", lamentou.
Além dos grupos que pedem a destituição de Dilma, aproveitaram a mobilização militantes da campanha pela redução de impostos promovida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e partidários da volta do regime militar. De acordo com a Polícia Militar, até as 13h, a manifestação seguia pacífica, sem registro de incidentes.
Foto: Miguel Schincariol / AFP / CP
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