

Da Redação
A delegada Caroline Bamberg, responsável pela investigação da morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, disse ontem em entrevista que não descarta a participação de mais pessoas no crime que chocou o Estado. Segundo a delegada: “Falta 20% para concluirmos (o inquérito), o ponto principal é individualizar o que cada um dos suspeitos fez. E até o final das investigações não descartamos a participação de mais alguém”.
Bamberg ainda lembrou que não há um prazo definido para o inquérito ser finalizado e que, se necessário, pedirá a prorrogação da prisão preventiva dos três suspeitos presos: Leandro Boldrini, pai de Bernardo; a madrasta, Graciele Ugulini; e a amiga do casal, Edelvânia Wirganovicz. Ontem, a delegada voltou a reafirmar a certeza da participação do trio no crime. O maior empecilho para a conclusão dos trabalhos no período de 30 dias, como prevê a lei, são os resultados das perícias.
Justiça confirma processo em Três Passos – Ainda ontem, a justiça negou no final da manhã o pedido da defesa do médico Leandro Boldrini para transferir o processo da morte de Bernardo. De acordo com a decisão do juiz Marcos Luís Agostini, a competência para concluir os atos de investigação e para o processamento de eventual ação penal seguirá com a 1ª Vara Judicial de Três Passos, cidade onde o menino morava com o pai e a madrasta. Segundo o magistrado, de acordo com as provas colhidas, a execução do homicídio começou em Três Passos, mesmo que o corpo tenha sido enterrado no município vizinho de Frederico Westphalen.
IGP – Para a secretária da segurança pública, o Instituto Geral de Perícias (IGP) atua no caso do menino Bernardo Boldrini dentro dos prazos técnicos necessários dos exames laboratoriais. Houve um problema verificado em equipamento homogenizador de tecidos, do Departamento de Perícias Laboratoriais. O uso desse aparelho tem como objetivo identificar possíveis substâncias que foram injetadas no menino. O IGP diz que a Pontifica Universidade Católica cedeu um aparelho semelhante e que o resultado logo será apresentado.
Além das perícias laboratoriais, no caso do menino Bernardo, o IGP já realizou a necropsia do corpo da vítima, coletou impressões digitais nos veículos dos suspeitos e vai verificar os dados de GPS dos mesmos, além de estar analisando a terra onde o garoto foi enterrado.
Defesa das suspeitas – O advogado Demétryus Grapiglia, que assumiu a defesa da assistente social Edelvânia, afirma que o primeiro depoimento de sua cliente sobre morte de Bernardo não tem validade e que ele já teria conversado com a cliente. De acordo com Grapiglia, a assistente social teria participação tão somente na ocultação do cadáver. “Ela me disse que não viu como ele morreu e nem sabe como foi”.
Já a madrasta Graciele é defendida por Vanderlei Pompeu de Mattos. O defensor disse ser amigo da família do pai de Graciele Ugulinie e que irá analisar o inquérito policial antes de se manifestar.
Madrinha depõe em Santa Maria – Ontem, a madrinha do menino Bernardo, Clarissa Oliveira, falou em Santa Maria com policiais de Três Passos sobre o relacionamento dela com o menino, a pai e a madrasta. Como o caso corre em segredo de Justiça, não foi permitido divulgar os detalhes do depoimento. Mas, Clarissa confirmou a frieza com que Leandro Boldrini tratava o filho e como também não se emocionou quando recebeu a noticia da morte do garoto.
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