

Da Redação
A França e a Rússia, dois países afetados por ataques que mataram mais de 450 pessoas e feriram centenas entre o fim de outubro e a sexta-feira passada, anunciaram hoje uma cooperação inédita na luta contra o grupo Estado Islâmico na Síria.
O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou que navios de guerra mobilizados no Mar Mediterrâneo “cooperem com os aliados” franceses como parte da luta contra o terrorismo. Já a presidência francesa anunciou que o chefe de Estado francês, François Hollande, vai se encontrar com o presidente americano, Barack Obama, em 24 de novembro, em Washington, e com o russo, Vladimir Putin, dois dias depois, em Moscou.
Nas últimas horas, aviões de combate russos ampliaram os ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico na Síria, confirmou o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu. O governo da Rússia confirmou mais cedo que a queda do avião levando 224 pessoas do Egito para o país, em 30 de outubro, decorreu de um ataque terrorista na Península do Sinai, mesmo que no Egito a investigação ainda não tenha sido concluída.
Hoje, Shoigu garantiu que a intensidade de ataques aéreos dobrou, destruindo 140 instalações do grupo extremista na Síria. Já o chefe do Estado-Maior russo, o general Valery Gerasimov, acrescentou que a aviação de Moscou atingiu, em 48 dias, mais de 4 mil alvos no país do Oriente Médio.
Em paralelo, a polícia alemã indicou que prendeu sete pessoas, em uma região na fronteira com a Holanda e Bélgica, mas descartou que tenham envolvimento com os ataques em Paris. Em Hannover, porém, o jogo entre Alemanha e Holanda teve de ser cancelado: O estádio foi fechado duas horas e meia antes da partida porque policiais encontraram uma mala suspeita no local. Segundo as autoridades, havia “informação concreta” sobre uma ameaça de bomba.
Já no Reino Unido, a Polícia patrulha os arredores do estádio de Wembley, na Inglaterra, que recebe hoje um amistoso entre o time local e a seleção da França. Mais cedo, a União Europeia (UE) confirmou apoio unânime para o pedido de assistência militar feito pelo governo francês, na sequência dos atentados de sexta.
Na capital francesa, fontes próximas da investigação informaram que o texto de reivindicação dos ataques sangrentos de Paris, em nome do grupo Estado Islâmico (EI), foi lido em uma gravação difundida na internet por um jihadista francês identificado como Fabien Clain. O homem, de 35 anos e originário de Toulouse (sudoeste), foi condenado em julho de 2009 a cinco anos de prisão. Ao final da pena, ele partiu para a Síria.
Ainda em Paris, a Torre Eiffel permaneceu fechada ao público novamente nesta terça por problemas no dispositivo de segurança instaurado após os atentados de Paris.
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